O efeito colateral é que você fica um chato com cinema, não consegue mais assistir um filme sem pensar em movimentos de câmera, profundidade de campo, coerência do roteiro, símbolos invisíveis da arte, etc. Isso é bom, mas tira um pouco do prazer de assistir um filme só pelo entretenimento, mas traz novas perspectivas.
Para não dizer que eu não postei nada, segue uma crônica que serviu de base para um roteiro que ficou em 4o lugar na votação da sala, feita para eleger três roteiros que estão sendo produzidos como trabalho de conclusão do curso. Pena que ele não foi eleito, mas pelo menos eu poderei produzí-lo, dirigí-lo e fotografá-lo do meu jeito. Sei que é meio bobo mas foi escrito em cinco minutos, o que dá a ele alguns pontos extra pelo custo/benefício.
Flores Brancas
Pedro caminha sorridente pelo centro da cidade, seu olhar perdido mas alegre. Esbarra nas pessoas, pede desculpas, e segue seu caminho. Ele se detém numa banca de flores, pede um buquê de rosas, com bastante daquelas florezinhas brancas, ele sabe o quer. Ele acompanha atentamente o trabalho do florista fazendo seu pedido, paga, e segue andando. Para num ponto, pega um ônibus, cuida das flores como se fossem um bebê. Chega a sua parada e se dirige para um portão de ferro, grande e antigo. Caminha por entre árvores e chega a seu destino. Deposita as flores junto ao túmulo, se senta e conversa com sua amada. Ele sorri.
12/07/2007
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